terça-feira, 25 de maio de 2010

FIAT VOLUNTAS TUA II























É com prazer que divulgo a Antologia FIAT VOLUNTAS TUA II, trabalho do qual participo.

Depois do sucesso de Fiat Voluntas I a Editora Multifoco, apresenta Fiat Voluntas Tua II. Como a organizadora Mônica Sicuro comenta que muitos leitores vieram perguntar se era uma continuação do primeiro, e se faria falta não ter lido o Primeiro volume. Mas ambos os volumes são distintos, um não depende do outro. Se acaso o leitor não leu o primeiro, não terá problemas em entender o segundo. E o mesmo vale para o primeiro volume. Aqueles que, depois de ler o segundo Fiat, sentiram vontade de ler o primeiro. Basta entrar em contato com a Editora Multifoco.
Nesta edição, foram selecionados 21 contos que sempre se fascinam pela dualidade do tema Anjos e Demônios.

"Em seu segundo volume, FIAT VOLUNTAS TUA" (do latim: seja feita vossa vontade), fala sobre anjos e demônios. Mas não espere encontrar nessas linhas guerras entre serem alados que estão de lados opostos do mesmo tabuleiro. Estes contos buscam as respostas escondidas nos mais escuros cantos do céu e nas profundas entranhas do inferno, onde, por muitas vezes, encontramos mais e mais perguntas: - Será que somos apenas capricho do nosso criador." (Mônica Sicuro e Rúbia Cunha)


Anjos e demônios povoam nossas mentes e corpos. Somos ambos divididos. Entre Eros e Thanatos e de tantos enganos somos feitos.
Segundo o pai da psicanálise, Sigmund Freud, estamos determinados pelo nosso inconsciente, e tornar o inconsciente consciente é uma das árduas tarefas da psicanálise e minha como psicanalista. Lembrando que a tarefa por completa é impossível.
Como escritora, mulher e humana estou como todos lutando contra meus demônios internos, velhos companheiros e buscando a liberdade de escolha.
O que é o livre arbítrio? Uma vez estamos presos aos nossos conflitos? Minha busca é pela livre escolha, guiada pelo meu desejo re-criando minha história, do passado ao inédito. A meus leitores ofereço um pouco desta luta interna de todos nos em forma de um conto.

Ângela (fragmento)

Ele abriu suas asas sobre mim. Meu anjo protetor, meu homem.

“Ela o encontrou. Ela estava feliz, embora evitassem conversarem sobre o que aconteceria quando ele cumprisse o que estava determinado. Como poderiam unir-se na realidade? Haveria uma nova realidade? Ele poderia continuar com ela. Não, ele avisou no começo quando se revelou a ela em sua forma real que não estava aqui para permanecer.
Ela era apenas uma mulher o que poderia contra os desígnios do Criador. Permanecia ainda assim ao seu lado.”


Agradeço editor Frodo Oliveira, e às organizadoras Monica Sicuro e Rúbia Cunha pela oportunidade.


O lançamento ocorreu no Rio de Janeiro e, infelizmente não estive presente. Então caro leitor adquira o seu o livro em contato direto comigo ou através do meu emai anaamorim.psy@gmail.com por R$19,90. Nas livrarias ou direto com a Editora está por R$25,00. Estou praticando o valor do lançamento.

Os autores:

Alex Eduardo Lopes, Andrey Ximenes, Anna Amorim, Armim Daniel Reichert, Daniel Folador Rossi, Duda Falcão, Félix Maranganha, Filipe Boechat, Georgete Silen, Ieda Silva Castaldi, Jones V. Gonçalves, Kleber Gustavo, Lady, Monica Sicuro, Pedro Moreno, Poli Gomes, Samuel J. Silvia, Ryan V. Dacoregio, Rúbia Cunha, Sóira Celestino, Thiago Félix.

Confira o video do livro:


sexta-feira, 21 de maio de 2010

O amor em endereços separados

















A idéia de casamento está culturalmente relacionada a morar juntos, ter filhos e dividir cama, mesa e banho. Mas em uma sociedade onde o número de descasados aumenta a cada dia, homens e mulheres maduros que já se uniram em matrimônio, tiveram ou não filhos, vivem sozinhos e se acostumaram a isso, descobrem uma nova modalidade de relacionamento: o casamento em casas separadas, com ou sem papel passado. Bem diferente da moda antiga, não? Recentemente o dito popular, “amigado com fé casado é”, tornou-se frase corriqueira para muita gente que não se faz de rogada. Muitos optam pela união sem passar pelo contrato oficial, principalmente na segunda experiência. Mas uma das questões que se coloca é: chamamos ou não de casamento uma relação entre duas pessoas que se comprometem em ter uma vida em comum sem morarem juntos? Qual seria o parâmetro para dizer se estão casados há “X” tempo? O fato é que duas pessoas que não mantêm relação sexual e/ou amorosa com nenhuma outra, além do compromisso entre si, um casal que se relaciona e se preocupa com a existência um do outro - o que inclui doenças, fatalidades, dificuldades inúmeras e conflitos -, para além dos momentos felizes, não são namorados, nem amantes. Entende-se, portanto, que construíram uma nova modalidade de união pós-moderna. Os mais conservadores e os românticos de plantão não conseguem deixar de torcer o nariz e fazem as clássicas perguntas: “Se o casal se ama de verdade, se há boa relação na cama e fora dela, por que não moram juntos?” O ser humano é mesmo complexo. Por isso, o chavão ‘cada caso é um caso’ é sempre o mais sensato. Podemos sinalizar alguns dos inúmeros motivos para a escolha do novo modelo de “casamento”, tais como: algumas pessoas estão bastante habituadas a morar sozinhas. Quando embarcam em uma união estável não sentem a necessidade de dividir o mesmo teto. Outras viveram as inconveniências da vida a dois e não querem repetir a experiência - acreditam que preservam melhor a relação desta forma, bem como a magia sexual. Também existem aquelas que não querem mais ter filhos, que não sentem a necessidade de se revezarem nos cuidados para concluir a criação dos filhos do primeiro casamento e/ou até assim o preferem. Além disso, uma situação financeira cômoda influencia a decisão de morar separadamente, pois não é preciso dividir despesas. Os casais que optam por essa experiência usam o período em que estão livres para estarem, de fato, juntos. Durante os finais de semana permanecem um na casa do outro, viajam, têm uma convivência em que a qualidade se sobrepõe à quantidade de tempo. Claro que não dá para dormir “de conchinha” qualquer dia da semana que se queira, mas há dias que queremos nos esparramar e dia que queremos ser acolhidos. O moderno pode se justificar assim: uma vida em comum, uma união, casados, casadinhos, juntos e unidos. Uma nova modalidade de se relacionar, de gerenciar o amor, a vontade de estar com o outro, de dividir o tempo com outra pessoa. Sem dourar a pílula, sem julgamento, apenas uma outra possibilidade de conjugar a vida a dois e a vida própria, sem abrir mão do amor.