Caros Amigos,
Desculpem a ausência. Estava em trabalho de TRANSFORMAÇÃO para continuar o ciclo da VIDA.
Em breve, meu SITE e BLOG dedicados a minha atividade como psicóloga e psicanalista.
Nosso corpo precisa de uma rotina, horários para comer, dormir, trabalhar, lazer. Note que quando dormimos menos ou acordamos em intervalos intercalados por um dia já sentimos a diferença, mas que pode ser logo recuperada, ao contrário se dormimos mal por alguns dias, nosso corpo e mente ficarão cansados, começamos a ficar lentos ou irritados.
O que somos, almejamos, projetamos no mundo. Estendemos ao nosso ambiente de trabalho e/ou casa um pouco de como somos e sentimos através da disposição dos objetos, escolha dos mesmos. Retratos, lembranças, sonhos. O desejo de mudar a disposição dos móveis, comprar novos móveis para casa, espelha o desejo da mudança, mas isso vem depois de um período. Estabilidade e continuidade não excluem transformação. Assim também o é em todos nossos relacionamentos. Conhecemos alguém, desejamos sexualmente e começamos a nos encontrar. Podemos começar apaixonados ou gostar do antes e depois o suficiente para desejarmos nos encontramos novamente com aquela pessoa e na repetição dos encontros cada um revela algo novo e ao mesmo tempo encontramos o mesmo. Ao nos identificamos com alguns aspectos que também encontramos em nós em menor ou maior proporção, desde aspectos da personalidade até gostos pessoais, ao termos prazer juntos e em estar juntos, começamos a querer compartilhar mais destes momentos. Da paixão podemos passar ao gostar muito e ao amor. O amor comporta a tolerância do que não gostamos, justamente sustentado por tudo que admiramos e gostamos no outro.
Depois de alguns anos as revelações são menores, sabemos como o outro reage, se está de mau humor ou realmente deprimido, como lida com a raiva, se é mais compreensivo ou exige que o sejamos mais. Quanto mais duradora uma relação, mas encontraremos o mesmo e o novo, porque mudamos não características estruturais, se somos introvertidos, sempre o seremos, mas podemos ser introvertidos sociáveis e fazer novas amizades em uma festa com 40 anos que não faríamos aos 20. Aos 40 estamos lidando com algumas questões diferentes das questões que iremos lidar aos 50 anos e bem diferente de questões que tivemos que lidar aos 20 anos.
Esse processo se chama: VIDA.
Estamos contra o fluxo da vida ao almejar efemeridades. A nossa cultura que idealiza apenas o novo, a juventude, a embalagem e não o conteúdo. A efemeridade dos encontros não como uma fase da vida, mas como uma forma de vida que evita o relacionar-se com o outro. O eremita se relaciona durante anos com alguma abstração, uma ideia, é uma forma de vida. O que quero dizer é que sempre estamos nos relacionando quando vivos e saudáveis ou adoecemos.
Amadurecemos e crescemos em relação. A partir do reconhecimento quando bebês que há um outro e começamos a ter que lidar que não somos tudo, não somos completos, que precisamos do outro. Ficamos frustrados e irritados e se tivermos sido bebês com alguma sorte podemos chorar e ser atendidos. E podemos aprender a tolerar a espera, a ausência e almejar a chegada da mãe, seu cheiro e cuidado. Seu toque e sua atenção. Se a frustração por necessitar do outro não for grande demais para o pequeno bebê ela começará a desejar conhecer o mundo, ir e vir, e aceitar as idas e vindas do outro. Se os pais não lamentaram por seus bebês estarem crescendo e ficarem contentes com isso, se suportarem que suas crianças virem adolescentes por um tempo rebeldes e adultos que irão realizar os próprios sonhos não os deles possibilitarão que seus filhos entrem no ciclo da vida, que envolve perdas e ganhos, continuidade e transformação. Se isso não foi possível, podemos fazê-lo ser ainda que adultos. Como? Ao aprender a lidar/ suportar a dor da ausência e da perda, que precisamos do outro. Quando adultos e mais difícil que quando pequenos, mas nunca impossível.
Podemos aprender uma lição que se repete por toda a vida, que os finais podem ser transformados em aberturas para novos começos a partir de tudo que construímos, que fomos e somos e seremos.
Do primeiro choro ao último suspiro.
Anna Amorim, 2011

Amiga Anna, estava sentindo bastante saudade de ti. Gostei muito do texto. Eu, como leigo, aprecio muito essas dissertações feitas por pessoas com domínio na matéria.
ResponderExcluirUm grande abraço. Tenha uma linda semana, de preferência mais quente a nossa semana gelada aqui no sul.
Somos a nossa própria história; somos o que cabe em nossos sonhos! obrigada pelo texto, passando para conhecer seu espaço e convidá-la a seguir o meu blog, se assim o desejar, e concorrer ao sorteio de meu livro dia 10/07 entre os seguidores do blog, um modo que encontrei de divulgar meu trabalho, já que dizem por aí, que este é um país que não se lê, então que este meu ato seja ao menos a parte do beija-flor apagando o fogo da floresta.
ResponderExcluirUm super beijo e continua escrevendo, seu trabalho é incrível!
Meu querido amigo,
ResponderExcluirEu também estou com SAUDADES de tudo e todos que me acompanha e que acompanho neste caminho que trilhamos com sentimentos em forma de palavras.
Desviando das pedras ou machucando nossos pés, mas gritando e compartilhamos dores e alegrias.
Saudades de ler você que tão sabiamente fala sobre sentimentos, política, encontros e desencontros da vida.
Assim que estiver pronto meu site e Blog PSI te passo. Será um caminho para esclarecer e ajudar as pessoas a entenderem um pouco de si mesmas e do outro.
Abraços e um ótimo início de semana.
Bom dia,Anna!
ResponderExcluirAdorei o texto!Gosto muito de psicologia.
Beijos pra ti
Sucesso!