
Quem não a conhece? Doce e suave em seu transitar.
Como gostaria de ser pintor e retratá-la em todos os nuances. Do decote ousado, ao vestido negro, que sempre usa. De luto, não sei por quem.
Quantos versos fugidios eu fiz, escondido em meu canto.
Meu recanto de te ver, Lua, em teu mais belo esplendor de noite e de dia. Preenchendo minha vida vazia de amor. Amor que não se fez contigo, se fez para ti, minha adorada.
Brilha, minha doce amada, teu sorriso de prata, teus cabelos brancos a me encarar, me dizendo que um dia chega a hora de te ver de frente. Enquanto esse dia não chega, te vejo ir adiante, ao longe, distante e ainda ao alcance de um verso meu.
Um dia desses, ousado que sou, deixei cair aos teus pés os meus mais belos poemas, para que os pisoteasses em tua caminhada. Recolheria-os, então, como flores que arrancadas do coração, tivessem cumprido o seu objetivo, de ser apenas o solo macio onde pisas. Mas não os pisaste.
Apanhado de surpresa por teu gesto a se curvar, tremi de horror. O que irias pensar se lesses essas mal traçadas linhas que escrevo para ti, em meus devaneios travessos, em dias que me entristeço, no meu quarto minguante, de amor por ti?
Mas o teu sorriso se iluminou ainda mais, quando viu o teu nome estampado em todas as letras no titulo e na prosa, houvesse eu usado nome de rosa e seria mais fácil de disfarçar. Mas que fazer se és Lua, e nua te queria ver, e ter, em meus dias de pouco viço, que estão a definhar a olhos vistos, mas não aos teus olhos, nunca aos teus.
Por ter visto o teu nome neles, imperiosamente os agradeceu e guardou, não mos pediste, apenas te apossaste deles como se fossem a ti destinados. E eram.
Desde então, passas por mim toda cheia, em teu encanto de negro e prata, apenas um sorriso, um olá casual, nada mais. Como que esperando que o sol nasça e me ilumine a idéia, para ir dormir a noite de meus dias deixando-te em paz.
Quando fiquei doente de vez, achei que não ia mais ver o teu doce caminhar noturno, quem dera pudesse uma ultima olhada. Um ultimo verso antes do dia amanhecer para todos, menos para mim.
Quis o destino que não fosse assim, quis o abominável destino que fosse me recuperando aos poucos. Mal de amor, disse eu aos médicos, que sorriam para mim com piedade. Que poderiam fazer com alguém da minha idade? Quantas noites havia perdido para vê-la e agora me exigiam que dormisse para esquecê-la.
Quando abro os olhos novamente, eu te vejo com vestido florido, cabelo cortado e tingido, rosto maquiado e feliz.
Que te fizeram minha Lua? Estás Nova e brilhosa. Quem te causou tal transformação? É chegado o fim, para mim, então? Se teu luto deixas de lado, por alguém o fizeste, ser amado. E o que me resta senão te ver ir em frente, em busca do teu sol para que brilhes novamente.
Eu te amo, disse entre dentes, com lágrimas a correr dos olhos fechados, não queria que me visse assim, mas o que poderia esperar depois de tudo que me aconteceu?
Um beijo quente na boca, uma caricia nos meus cabelos, o olhar junto ao meu e a revelação de que meu quarto agora seria crescente.
Ah, quem não te conhece? Passas todo dia, Cheia, de amor por mim, com um sorriso de promessa, e um perfume de flores no vestido, e te vais antes que o dia chegue.
Quem diria que, de voluntária no hospital onde me hospedo, agora passas a noite, apenas para que eu possa tê-la em meu quarto, em particular. Onde correm as horas no anotar de minhas palavras, até que eu possa descansar em paz. Minha Lua particular, minha Amada Luana, com quem, um dia, ainda hei de me casar.
Danny Marks, 2007
Como gostaria de ser pintor e retratá-la em todos os nuances. Do decote ousado, ao vestido negro, que sempre usa. De luto, não sei por quem.
Quantos versos fugidios eu fiz, escondido em meu canto.
Meu recanto de te ver, Lua, em teu mais belo esplendor de noite e de dia. Preenchendo minha vida vazia de amor. Amor que não se fez contigo, se fez para ti, minha adorada.
Brilha, minha doce amada, teu sorriso de prata, teus cabelos brancos a me encarar, me dizendo que um dia chega a hora de te ver de frente. Enquanto esse dia não chega, te vejo ir adiante, ao longe, distante e ainda ao alcance de um verso meu.
Um dia desses, ousado que sou, deixei cair aos teus pés os meus mais belos poemas, para que os pisoteasses em tua caminhada. Recolheria-os, então, como flores que arrancadas do coração, tivessem cumprido o seu objetivo, de ser apenas o solo macio onde pisas. Mas não os pisaste.
Apanhado de surpresa por teu gesto a se curvar, tremi de horror. O que irias pensar se lesses essas mal traçadas linhas que escrevo para ti, em meus devaneios travessos, em dias que me entristeço, no meu quarto minguante, de amor por ti?
Mas o teu sorriso se iluminou ainda mais, quando viu o teu nome estampado em todas as letras no titulo e na prosa, houvesse eu usado nome de rosa e seria mais fácil de disfarçar. Mas que fazer se és Lua, e nua te queria ver, e ter, em meus dias de pouco viço, que estão a definhar a olhos vistos, mas não aos teus olhos, nunca aos teus.
Por ter visto o teu nome neles, imperiosamente os agradeceu e guardou, não mos pediste, apenas te apossaste deles como se fossem a ti destinados. E eram.
Desde então, passas por mim toda cheia, em teu encanto de negro e prata, apenas um sorriso, um olá casual, nada mais. Como que esperando que o sol nasça e me ilumine a idéia, para ir dormir a noite de meus dias deixando-te em paz.
Quando fiquei doente de vez, achei que não ia mais ver o teu doce caminhar noturno, quem dera pudesse uma ultima olhada. Um ultimo verso antes do dia amanhecer para todos, menos para mim.
Quis o destino que não fosse assim, quis o abominável destino que fosse me recuperando aos poucos. Mal de amor, disse eu aos médicos, que sorriam para mim com piedade. Que poderiam fazer com alguém da minha idade? Quantas noites havia perdido para vê-la e agora me exigiam que dormisse para esquecê-la.
Quando abro os olhos novamente, eu te vejo com vestido florido, cabelo cortado e tingido, rosto maquiado e feliz.
Que te fizeram minha Lua? Estás Nova e brilhosa. Quem te causou tal transformação? É chegado o fim, para mim, então? Se teu luto deixas de lado, por alguém o fizeste, ser amado. E o que me resta senão te ver ir em frente, em busca do teu sol para que brilhes novamente.
Eu te amo, disse entre dentes, com lágrimas a correr dos olhos fechados, não queria que me visse assim, mas o que poderia esperar depois de tudo que me aconteceu?
Um beijo quente na boca, uma caricia nos meus cabelos, o olhar junto ao meu e a revelação de que meu quarto agora seria crescente.
Ah, quem não te conhece? Passas todo dia, Cheia, de amor por mim, com um sorriso de promessa, e um perfume de flores no vestido, e te vais antes que o dia chegue.
Quem diria que, de voluntária no hospital onde me hospedo, agora passas a noite, apenas para que eu possa tê-la em meu quarto, em particular. Onde correm as horas no anotar de minhas palavras, até que eu possa descansar em paz. Minha Lua particular, minha Amada Luana, com quem, um dia, ainda hei de me casar.
Danny Marks, 2007


