As lágrimas secaram no rosto. Abriu a torneira e a água ajudou
a se restabelecer, sua tez atordoada cobriu de pó. Tudo ao pó
volta, rápido pensou. Tinha um intuito: despistar dos dias o ar sombrio que
encerrava por dentro. Despistar os olhares da sua dor.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
sábado, 13 de julho de 2013
Das asas o desejo
paira nas costas o desejo de voar
encostas
beber da água as impurezas
a envenenar a vida
habita ainda o anjo imaginário a tecer.
Última réstia sob a porta fechada.
Anna Amorim, 30/05/2013
sábado, 6 de julho de 2013
Olhares distantes
os olhos insistem
na penumbra
anseio
sonham ser
vigilantes do tempo
o aconchego dos abraços
pernas cansadas, lábios secos
olhos insones, choram os dias vazios
na estante da memória dormem
olhos enamorados.
Anna Amorim, 08/05/2013
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