Palavra de Mulher por Anna Amorim
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Blog PSI (Psicologia e Psicanálise)
Selos e Presentes
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Solidões
Solidão
beije-a
lábios
sem contorno
contorcem
letras
sem umidade
o frio
seco ar
a boca
vazia
Ao pé da letra
passos
sem registro
sem testemunha
nada dizia
das minhas falas
falhas
errante
segui
Nós
num abraço
triste
solidão
insistia
Anna Amorim, 2013
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Estilhaços
Em vão
hálitos
bocas
hábitos
cama feita
Pronuncio em vão:
-Amor
Cotidiano
á tua força
estilhaço
eu
num movimento golpe
num golpe de aço
firo-me
logo acordo
prenúncio de manhã
desejo ir
-Bom dia, amor!
26/09/2013
quando não mais
as urgências
sem razão
perderam-se
no tempo
despediram-se
depois
deixaram de ser
10/10/2013
Anna Amorim. 2013
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Nada é presente
Edvard Munch (Separação-1896)
Das mãos dadas do AMOR
tema
o
vão
espaço
entre
os dedos que
se
fa-di-gam
entrelaçados
o tempo
vira
memória
onde
tudo
é
passado
distante
nada
é
presente.
Anna Amorim, 29/09/2013
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Na solidão o desejo
Katia Chausheva
Na solidão repousa frouxa a esperança de chegar ao colo de alguém sem correr o risco de queda, numa entrega sem envergadura, sem medo e com astucia, ser para um outro verdade e quimera por todo futuro.
Anna Amorim, 07/11/2013
A Esperança e o Sonho
Quanta dor havia naquelas lágrimas. Ela que o amara deste o primeiro dia.
Os mortos não dizem adeus, apenas fogem lunáticos para um mundo onde não há conflito.
Ela deixaria de ser aquela que enleva e tantos sentiriam sua falta, mas a vida seguia. Ela sempre soube que o sonho morre antes da esperança.
Anna Amorim, 2013
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