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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Na solidão o desejo

Katia Chausheva

Na solidão repousa frouxa a esperança de chegar ao colo de alguém sem correr o risco de queda, numa entrega sem envergadura, sem medo e com astucia, ser para um outro  verdade e quimera por todo futuro.


Anna Amorim, 07/11/2013

A Esperança e o Sonho



Quanta dor havia naquelas lágrimas. Ela que o amara deste o primeiro dia.
Os mortos não dizem adeus,  apenas fogem lunáticos para um mundo onde não há conflito.
Ela deixaria de ser aquela que enleva e tantos sentiriam sua falta, mas a vida seguia. Ela sempre soube que o sonho morre antes da esperança.

Anna Amorim, 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Realidades II


As lágrimas secaram no rosto. Abriu a torneira e a água ajudou a se restabelecer,   sua tez atordoada cobriu de pó. Tudo ao pó volta, rápido pensou. Tinha um intuito: despistar dos dias o ar sombrio que encerrava por dentro. Despistar os olhares da sua dor. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Realidades



O vento ditava realidades. Nunca mais. O vento em descabelar aflito obrigava o pentear improvisado dos dedos, a necessidade de correr da chuva. A língua áspera quando não desejo apenas feria. Ainda assim insistia em sonhar.

Anna Amorim, 2012

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Presente


Porque ambos estamos exaustos e o amor quer banir  fora do presente toda dor. Outra hora conto meu último pesadelo e saberás que o sonho alcançaremos ao acordar. Minha vida é um apanhado de sonhos no teu colo a contemplar o novo tempo. Vamos pisar descalços agora? Na areia marcar novas pegadas


Anna Amorim, junho, 2012

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Palavra em ato



Escorregava por dentro da tua voz boca adentro que beijava sôfrega. Parava nas vírgulas imaginárias, no entanto, queria ser toda contínua em tua vida. Escrevia poesia, sofria de tanto ler-te os pensamentos supostos. Era um livro, um pensamento e te alcançava pelo corpo a alma escondida. O restante do tempo era espera e a rima desfeita

Anna Amorim
20/08/2012