Preciso sentir o real sob meus
pés, ainda que após a onda, a areia e o mar provoquem um bambear breve. Logo o
sol justo, a sombra, depois o conforto do lar, o alimento, a arroz e o feijão,
salada e mistura, a rede como colo, teu coração como centro.
Um cotidiano de certezas, saber
de cor o agrado que mais quero me cativando aos pouco a passionalidade.
O que era paixão, virando chão,
construindo arranha céus, coroando rei o amor,
bedel, juiz, alguns dias feliz, outros que passam.
Dias de fadiga, bocejo, sono, aconchego.
Dias de febre, prazer e perder-se. Um ciclo se nutre das próprias criações.
19/01/2014


