segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mulher














Quanto sangra uma mulher em todos os meses da sua vida?
O corpo, puro templo gozozo,
receptáculo de prazer.
O que escondem que todos se inquietam?

Desejantes de verem formas nuas,
ávidos pelo deleite.
Corpo que se transforma tantas vezes.

Mulher,
Sua pele é macia para que deslizem pelo seu corpo.
Sua voz é de outro tom,
para que não espante mais
do que assusta pela sua possibilidade de ser.

Seu meio é uma entrada,
o corpo todo um lugar para chegar.

Assustam-se com a ameaça de serem tragados,
nesse lugar que é início,
meio
e fim.
Anna Amorim, 1997

8 comentários:

  1. Ana,
    Lindo poema.
    Adorei!
    ...tua pele macia...
    ...nesse lugar que é inicio, meio e fim.
    Adorei, adorei, adorei.
    Um bj com carinho,
    Lna

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  2. Vou voltar cá mais vezes.
    Com carinho!
    Lena

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  3. Lena,
    É uma homenagem a mulher. Fico feliz que cheguei até você. É o objetivo deste espaço, da minha escrita.
    Um beijo com carinho

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  4. "assustaram-se com ameaça de serem tragados"

    Perfeito, amei!

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  5. Obrigada. Fico feliz que teceu sentido aos teus ouvidos atentos. É uma poesia forte, intensa, profunda, tbém gosto muito dela.
    Beijos.

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  6. Anna, me diz como posso consultar as suas crónicas sobre Bissexualidade.
    É um tema que me fascina.
    Um bj

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  7. Se for possivel responder para o meu e-mail, é:
    lenamaxado@gmail.com

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  8. Lena,
    No livro que menciono no meu perfil e que a capa encontra-se aqui ao lado direito, "Colóquio Freudiano - Teoria e Prática da Psicanálise Freudiana", tenho um Cap. sobre "O Complexo de Édipo na Menina e o Conceito de Bissexualidade." É um trabalho de re-leitura minha a partir da teoria psicanalitica freudiana.
    Se quiser saber mais pode escrever para meu email de contato anaamorim.psy@gmail.com
    O assunto é sim fascinante!

    Beijos

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