Sim. Ele mente. Todos os homens mentem.
E, no entanto, ele era fiel e minha verdade.
Quando? No futuro, que não chegou. Acabou antes.
Um dia acordei. Abri os olhos pesadamente. Abri os olhos sofregamente. E o que vi?
Estava sonhando e a realidade sorriu para mim, finalmente.
Mente. Eu vi que eu era metade de tudo que adorava em nós, de toda grandiosidade de palavras e corpo, e voltei ao estado estranho da inteireza perdida e solitária.
Eu não desejei isso, mas imposta a verdade eu me conduzi do fim do que éramos ao princípio do que sempre flui. Fui.
Haveria ainda dias de vazio? De questionamentos? Depois deste encontro com a verdade?
Não sei.
Quando? No presente agora.
Ele foi embora e voltou, e foi e voltou, e foi para sempre, mente. Simplesmente, foi.
Foi-se da minha mente. Foice que corta.
Certamente fui perfeita em tantos momentos, mas como sê-lo todo tempo.
Como ser real e permanecer distante tempo suficiente para ser uma aparição na vida do outro?
A mulher precisa ser enganadora para sustentar a verdade que o homem lhe exige, enquanto mente para si. Será única forma, através da ilusão, de viverem suas verdades?
Quando? No futuro que chegará um dia. Juro! Verdade.
Uma ilusão entremeada de realidade, como o livro que se lê e se vive, através da história. Outra vida criada por sua mente, a partir de outra mente. A minha e a dele e nossos corpos de novo, novamente.
Nova mente.


Republicou? gosto deste texto mexe com a minaMente.
ResponderExcluirUm beijo grand
Querida amiga Anna, gostei bastante do teu texto, do desenvolvimento reflexivo e provocativo do mesmo e também gostei do trabalho da palavra.
ResponderExcluirUm grande abraço. Tenhas um bom dia.
Prazer em tê-la no meu blog
ResponderExcluirGrata pela leitura.
Um abraço
Um texto bem construído, recorrendo a um bem conseguido jogo de palavras, apesar de não ser muito simpático para os homens...
ResponderExcluirAbraço
Runa
Fiquei com a mente cheia de vc.
ResponderExcluirAdorei.
Uma delicia de texto, verdadeiramente...
ResponderExcluirabçs,
Paulo.