Era setembro
Sem flores ou encanto
Desfeita em folhas
Árvore nua
Solitária régia mulher
Insistia a voz rouca a falar de prantos
Um desespero sem medo
Pois conhecia os verões, varões
Sóis que não aqueciam mais que a efemeridade de um dia
Atravessava ventos e noites
Almejando o fim
Anna Amorim, setembro de 2012
Anna Amorim, setembro de 2012

Um belo e solitário poema, parabéns poetisa.
ResponderExcluirA força de uma mulher sábia,entregue e inteira a plenitude e finitude
ResponderExcluirdos dias...
Muito belo,Anna!
Beijo.
Um excelente poema, deveras lírico. Eu sinceramente adorei e a APLAUDO de pé!!!
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