Chamaram-me de filha.
Deram-me o nome dela.
Ela, minha mãe.
Ana.
Tenho esta dolorosa
sensação que a deixei.
Embora minha casa ao
lado.
Agora a casa sem ela.
Antes conheci dor sem
nome.
Agora sei o nome da dor.
O nome é separação.
O nome é morte.
Tenho o nome dela.
Eu, Ana, tua filha
Ana, minha mãe!
Espelho de m´alma.
Anna Amorim, 1999
Homenagem a minha mãe
Ana Maurício de Fairas (in memorian)

O nome a perdurar....a homenagem que se faz.
ResponderExcluirBeijinho
me comoveu.. muito mesmo.. sinto saudades de minha mãe e o seu poema tem a ternura que eu gostaria de expressar para ela...
ResponderExcluirum beijo, poeta.
Traduziu poeticamente e com intensa beleza, a dor da ausência que sua mãe lhe faz... APLAUSOS amiga!
ResponderExcluirÉ uma homenagem comovente e cheia de sentimento(s), parabéns.
ResponderExcluirBeijo
Isa Lisboa
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