terça-feira, 25 de março de 2014

Finito


seria verdade
se fosse
o amor
olhos dilatando pupilas
e ela acreditaria

a paixão entrelaçando-lhe as mãos
diria desvendado seus  olhos
comece por mim alvoroços

uma história sem fim

mas a ausência 
empalideceu os dias
foi tornando-a árida 

poema finito.

Anna Amorim, 02/02/2014 

4 comentários:

  1. Um poema simplesmente EXCELENTE. Aplausos, poetisa!

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  2. a aridez da ausência.
    lindo, Anna, simplesmente um resumo das emoções que nos tomam quando não nos "tomam" para si.

    um beijo, poeta

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  3. Cantas, portanto, o finito. Este andar e nada ouvir, além do ruído dos próprios passos na aridez das pedras.

    um beijo, Anna!

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  4. Aí... e como dilaceram a gente certas ausências...

    uma boa semana pra vc!

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