E ao pó retornarei ao não ser...
Cola tua boca na minha
Para salvar-me do afogamento
Divino.
Assopra-me as feridas
Tal qual o joelho esfolado foi assoprado
Este não sarou da dor do esfolamento
Do próprio assopro.
Assopra-me pra dentro
E não pra fora.
É tarde para não morrer já que se nasceu
Como é tarde para não viver o resto da vida.
Assopra-me outra vida
Entra em mim outra alma.
Não sou pó, sou barro
E do barro faço escultura
E a escultura dou o dom da fala: a boca
A mão o dom da escrita
Faço de mim eu iminente
Nem pó, nem barro
Sujeito vigente.


Um poema belíssimo, cheio de lirismo, uma ponte entre os extremos que sempre aparecem inconciliáveis.
ResponderExcluirMinha linda Poeta, que pulsa em sua alma sentimentos tão marcantes e intensos, possa sempre nos presentear com essas preciosidades e nos encantar com sonhos que ultrapassam todos os limites.
Adorei o texto, parabéns!
Beijos Mágicos
quase alucinante, de chegar quase até a lua, mas será que existe lua no cosmos humano?? Muito Bom!! sempre muito bom!! Me visita, preciso muito do teu olhar nas minhas poucas palavras!!
ResponderExcluirQuerida amiga
ResponderExcluirO que dizer
diante de tanta
beleza?
Apenas sentir...
Que o amor esteja sempre
em ti.
Bom dia,Anna!
ResponderExcluirPoesia intensa e imagem impressionante!!!
Simplesmente assim!
Beijos pra ti!
Boa semana!
**Obrigada pelo gentil comentário no post do dia do meu aniversário!
Anna: Quanto lirismo neste teu poema, Nasceste do pó da terra e para lá has-de voltar todos os seres vivos nascem e morrem, eu seu que o que escreveste é linda poesia.
ResponderExcluirBeijos
Santa Cruz
¨É tarde para não morrer já que se nasceu¨
ResponderExcluiresses versos traça a geometria do que somos.
esse poema é lindo demais... !
um grande beijo , Anna !
Já escrevias tão bem há 12 anos...
ResponderExcluirO poema é fabuloso. Parabéns pelo talento que ele revela.
Beijos, querida amiga Anna.