terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pele



















Mirza Pintor
Pintura a Óleo e folha de ouro 


Não diria nada
Se o silêncio não me levasse  longe  tua boca
Não lamentaria os dias frios
Se me agasalhasse com tua pele
Um veludo e sua serpente
Tua ternura  longe de mim é prelúdio de morte

Quero agasalhar-me na tua pele
Ter meu ventre contra o teu
Gestar tempos
Parir palavras

Agasalha-me com tua pele
Recolhe comigo folhas outonais
Dar-me-ei flor antecipando primaveras

Faz-me voar sobre minha solidão de aço
Eu não te diria nada, mas digo
Minha poesia tua palavra escreve

11/08/2012

16 comentários:

  1. É verdade. Sem a outra pele a madrugada cai pesada.
    beijoss

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    1. José Carlos,
      Pesada, fria, vazia.
      Grata pela presença e comentário.
      Beijos,

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  2. A solidão fica perfeita em seus versos.Parabéns poetisa.

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    1. Arnoldo,
      Fico duplamenre contente, pois o comentário vem de um leitor tbém poeta que admiro.
      Grata pela presença.

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  3. Anna Querida belo discorrer ...sobre solidão ..a beleza que tu colocas faz belo um Beijo Pedro Pugliese

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    1. Pedro, querido amigo
      Sempre tão bom ter teus comentários aqui pq refletem uma leitura cuidadosa e sensível. Destaque para o doloroso sentimento da solidão e a possibilidade do trágico e belo na poesia. Beijos e uma ótima semana

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    1. Assis,
      Impele poesia.
      Grata pelo comentário poético.
      Beijos

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  5. Simplesmente um ARRASO este poema! Você escreve muito bem Anna. "gestar tempos, parir palavras..." muito bonito!

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    1. Marco,
      Sempre tão bom saber como nosso trabalho fez ressonância no leitor do outro lado.
      Obrigada pelo destaque aos versos acima.

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  6. Anna, Amor,

    Tua poesia, minha boca reproduz,no contato dos lábios nossos
    Nossa linguagem reverbera nas paredes que nos envolvem, nossos silêncios de sorrisos comunicam-se nos caminhos de mãos
    dadas

    Beijo prolongado na sua boca,

    Danny Marks

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    1. Danny, Amor

      Envolvida por tuas palavras e pele sou poesia!

      Um beijo demorado e afagos meus,

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  7. Bela obra, Anna!
    Escrita com a alma, sentimentos expostos sem receios, valorizo muito isso!
    Grande abraço e sucesso!

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    1. Evandro Mezadri,
      Percebo um comentário transparente que reflete uma leitura de alma!
      Grata pela presença e grande abraço para vc tbém.

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  8. António grata pelo retorno. Os comentários são sempre um estímulo para continuar compartilhando minha escrita aqui no PALAVRA DE MULHER.

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