sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Intermediário




Nunca serei um viajante que chega, e sim que vaga.

Sei das agruras de chegar a tempo, quer seja,
para recolher vestígios.

Letras negras em folhas formam linguagem
estreita que dilata.

Nesta encontro o inominável de mim.
Construo um templo que não habito.

Prossigo a vagar em ruas, em sons, em imagens.
Onde está a forma?

Sempre no caminhar. Deslizar folha-escritura.

Anna Amorim
 

6 comentários:

  1. E no caminho viajante do tempo, escreve-se a própria história.

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  2. Muito bom, amiga Anna; acho que a vida é um eterno caminhar.
    Um abraço. Tenhas belo fim de semana.

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    Respostas
    1. Uauu um mimo, adorei. _Nesta encontro o inominável de mim.
      Construo um templo que não habito. Q delícia, este é o encanto do poema, esta é a magia da poesia, isto encanta-me me faz vagar neste mimo q é o mundo do faz de conta, pra vc vai do tio Castanha bjos, bjos e bjossssssssssssssss

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    2. Amigo Dilmar feliz pela tua presença aqui e no Diálogos. Sempre embarcado pela sensibilidade e tuas experiências de vida.
      Um abraço e um semana plena de inspirações

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  3. wcastanheira,
    Grata pelo teu caminhar no PALAVRA revelando tua sensibilidade á poesia!

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