O vento acaricia a pele
fria
Meus cabelos, nunca mais teus
A noite atravessa minha alma
Há revolta saída da boca
Nenhuma palavra sua
Silêncio
Se fosse possível
Nascer de novo
Criar outra vida
Curar a ferida
É tarde
Eu recito
Tua memória
Um desejo incontido de juntar-me a ti
Decompor tudo que fomos antes
Tornei-me sombria
Uma sombra
Tua
O vento acaricia minha pele
Na desordem de alma
Te encontro e te peço
Leve-me
Para os lugares que nunca fomos juntos
Escolhe o caminho
Sou alma leve de novo
Calo-me
Que o silêncio para sempre nos envolva
Anna Amorim, 2011

Para ouvir passar o vento, já vale a pena viver.
ResponderExcluirO silêncio? Para ouvirmos passar o vento....
JP,
ExcluirSilêncio pleno de vozes interiores.
Grata pela presença sempre!
de enlevo este silêncio,
ResponderExcluirbeijo
Assis,
ExcluirO silêncio fala aos poetas e nos enleva a todos.
Grata pela presença
Silencio benfeitor de todos os pensamentos, organizador das ideias e de novos princípios! Em segundos se viaja da nostalgia para o futuro imenso de possibilidades!!
ResponderExcluirmuito bom poema, gostei bastante!!
Artur César
Artur César,
Excluiràs x é preciso o silêncio para poder nos ouvir e ao outro.
Bom ter tua leitura reflexiva, sensível e perspicaz de volta por aqui.
levou-me...
ResponderExcluirque lindo, Anna!
feminino canto em recanto de saudade...
um beijo.
Eleonora Duarte,
ExcluirBom saber qdo tocamos a um outro, com nossas palavras poder alcançar outra alma.
Um beijo
Aluisio,
ResponderExcluirPalavras que nacem em nós e alcançam o outro e se enlevam juntas formando um nós, uma comunidade que se abre ao sentir, tão restrito na contemporaneidade.
Grata pelas palavras sensíveis.