Acordo sem o contorno do teu rosto na minha almofada, sem o teu peito
liso e claro como um dia de vento, e começo a erguer a madrugada apenas
com as duas mãos que me deixaste, hesitante nos gestos, porque os meus
olhos partiram nos teus.
E é assim que a noite chega, e dentro dela te procuro, encostado ao teu
nome, pelas ruas álgidas onde tu não passas, a solidão aberta nos dedos
como um cravo.
Meu amor, amor de uma breve madrugada de bandeiras, arranco a tua boca
da minha e desfolho-a lentamente, até que outra boca - e sempre a tua
boca - comece de novo a nascer na minha boca.
Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos pássaros,
encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e perguntar o que aconteceu.

Olá Anna!
ResponderExcluirCom muita satisfação, venho lhe convidar para o 2° Prosas Poéticas – veja notícia no blog e saiba do regulamento. Desnecessário seria dizer que a vossa participação será motivo de muita honra.
Deixando o meu abraço, enfatizo que lhe espero para engrandecer o evento, como já o fizeste, com uma das suas magníficas criações poéticas.
Amiga Anna, há poesia mais neste texto de prosa que em muitos poemas.
ResponderExcluirQue em muitos poemas.
Querida amiga
ResponderExcluirÀs vezes as palavras
se escondem em nossas vidas.
Então,
saímos em busca de inspiração
nos lugares onde a amizade
se faz preciosa,
(lugares como este)
pois são os amigos
que guardam as melhores
palavras de nossa vida,
para nos devolver e inspirar
quando estivermos distantes
de nós mesmos...
Obrigado por sua generosa amizade...