Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um
sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os
anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor
humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei
tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.
Oxford, carnaval de 1939
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Amiga Anna, eis nosso imortal Vinicius. Alguns ainda o chamam de poetinha! Veja só, o cara foi um poetaço.
ResponderExcluirAgradeço, aqui, tua visita ao meu modesto espaço. Tenhas uma linda semana.
A poesia de Vinícius é sempre um excelente refúgio, sobretudo no carnaval, ainda que sejamos um ativo participante dele.
ResponderExcluirbeijos, Anna!
Gosto da poesia do Vinícius e este poema não foge à regra.
ResponderExcluirBelíssima escolha.
Feliz por te reencontrar, querida amiga Anna.
Beijo grande.
Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens é um bom blog,gostei de o conhecer é daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
ResponderExcluirTenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog.
Minhas saudações.
António Batalha.
Peregrino E Servo
Um belo poema de VInicius.
ResponderExcluirBjs!
ResponderExcluirthx
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