sexta-feira, 2 de novembro de 2012

PALAVRA DE MULHER recebe pela Segunda Vez o Prêmio Dardos


Queridos amigos,

Com grata satisfação dia 31 de outubro fui agraciada pela 2ª vez com a Prêmio Dardos. Desta vez pelo escritor Danny Marks, editor do Retratos da Mente
Agradeço enormemente a ele, pelo carinho e reconhecimento do meu trabalho ao longo do meu trajeto pelo mundo das Letras e no PALAVRA DE MULHER e a todos que me acompanham. São vocês que me impulsionam a continuar, apesar dos inúmeros papéis que desempenho na vida, dedicando com prazer tempo a arte das escrita neste campo aberto ao outro que é a internet.

Recentemente (23/08/2012) PALAVRA DE MULHER completou  três anos e rendo minha homenagem aos amigos que me seguem. Este presente é para cada um de vocês  que acompanham e opinam sobre o meu trabalho, pois são vocês que me ajudam a pensar, refletir e são mais um dos tantos incentivos ao meu aprimoramento.
Obrigada e parabéns!

Informações sobre o SELO/PRÊMIO
O Prêmio Dardos foi criado pelo escritor espanhol Alberto Zambade.
No ano de 2008 concedeu no seu blog Legendas de "EL Pequeño Dardo" o primeiro Prêmio Dardos a quinze blogs selecionados por ele. Ao divulgar o prêmio, Zambade solicitou aos blogs premiados que também indicassem outros blogs ou sites considerados merecedores do prêmio. Assim a Premiação se espalhou pela Internet.

Cada ganhador do selo deve continuar a fazer premiação (se quiser, é claro) aos blogs que por ele considerar merecedores, seguindo as regras a pedido do criador do selo:
 

1. Exibir a imagem do selo em seu blog.
2. Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação.
3. Escolher outros quinze blogs a quem entregar
o prêmio dardos.
4. Avisar os escolhidos.

MEUS PRESENTEADOS:


A.C Rangel - Alma Tua
Arnoldo Pimentel -  HaiKaiNosVentos  
Assis Freitas Árvore da Poesia
Bípede Falante -  Bípede Falante
Dade Amorim -  Inscrições 
Dilmar Gomes - Uma Pitada de Poesia
Doce Rachel - O que Cintila em Mim
Eleonora Marino Duarte -  Versos e Idéias 
Filipe Campos Melo - Porta-Sonhos 
Joelma B. - Transfigurações
J.R Viviani - Vendedor de Ilusão
Luiz de Castro Neves - Egrégora: Carrancas Literárias 
Moises, poeta - A Biografia do Fogo
Nilson Barcelli - Nimbypolis
Paulo Franscico - Da Varanda da Minha Casa


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Participação no 1º Prosas Poéticas


Queridos amigos,

No mês de outubro participei do primeiro 1º Concursos de Prosas Poéticas elaborado por iniciativa do amigo e escritor J.R Viviane. 
Abaixo o poema com o qual tive a honra de configurar desta iniciativa. Para conhecer os demais autores participantes clique no banner acima e conferir minha participação nas fotos abaixo.
Aproveito para agradecer e elogiar João Roberto pelo cuidado e empenho na aproximação e divulgação dos autores neste nosso espaço virtual.
No mês de dezembro o Vendedor de Ilusões estará divulgando o 1º Concurso de Prosas e Contos. Confiram!!!


“Folha Rasgada”

Pensei jogar todas palavras numa folha,
mas todas eram poucas.
Falas, fraturas, falhas, pinturas,
Adorno.
Pensei, depois, rasgar todas as folhas.
Na borda de cada a pele fina rasgada.
Nesta, melhor que todas as letras,
a verdade.
O ar que faz silhueta no rasgo-folha se expressa
melhor que impróprias palavras.
Fazendo a borda estremecer sutilmente...
Sacudo a folha que trepida sua extremidade num
êxtase de medo.
Medo de deixar de ser a razão se sua borda!
Boca fala menos que demanda.
Mando calar-me
e minha mão.
Finalmente que eu rasgue essa folha.
Deixe a malícia de escrever em folhas puras, vorazes. A malícia de ser mulher e querer ter todos os prazeres.
Danar de danar-se
Ser danada
e insinuar-me em cada espaço entre as palavras.
Ah, palavras nunca se ajustam,
mas bem que me servem
na bandeja!
Arqueja arcanjo meu anjo esqueci o seu nome
Está impaciente ou nada entende?
Logo explico, estou escrevendo rasgado sobre a
folha que nunca rasguei!
Sou mulher teimosa.
Amo as palavras apenas na medida que o todo do silêncio é impossível.


* * * * *
Anna Amorim
Direitos Autorais Reservados ®

domingo, 28 de outubro de 2012

Nudez



Vestida pela nudez das palavras
não me vês.
Apenas constrói imagem
na qual impossível tento habitar.

Anna Amorim, 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tua verdade




Veja na sola do teu sapato 
vestígios de lugares vazios, 
desgastaram-lhe a esperança de vida.

Minha vida
veja
não sou mais a mesma
e as linhas de expressão a marcar meu rosto 
não dizem toda dor.
Silenciam

Diga
Uma palavra que vejo nos teus olhos cansados chorar
Não temas as palavras
Quero tua verdade.

Anna Amorim, 2012

Morreres




Mata-me a sede,
tua saliva.
Mata-me a fome
tua  mordida
Mata-me aos poucos
cada despedida.

Anna Amorim

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Como se fosse




Não há espaço fora
dos braços
aconchego, sons tardios.
Viajemos no sonho hoje
a plantar flores no escuro da alma.


Haverá tempo?

Anna Amorim, 12/10/2012

domingo, 7 de outubro de 2012

Efemeridades da Rosa




Rosa Bela
Um desabrochar, vermelho
Paixão
Se tiveres cautela tuas mãos não firo

Rosa Frágil

Igual a rosa
No ferir dos espinhos
a proteger-se

Rosa Frágil II

Vida de beleza farta
Desde cedo
Desde tudo que desabrochou
Em rubro desejo

Uma vida de efemeridades
E seu despedaçar

Faz-de-conta da Rosa

O cravo brigou com a rosa
Ele saiu ferido
Ela vitoriosa



Anna Amorim, 24/08/2012

domingo, 30 de setembro de 2012

Elegia


Necessidade de chuva
chorar tempestades.
No teu colo
re-
nascer.

Anna Amorim, 29/09/2012

Uma Cena - Olga Savary


Vês acordada como em sonho
o sonho mau tal fosse belo
— o belo horror do rea
que nem consciência nítida
ou lúcida, clara, exata,
não como é visto sol a pino
ou através da água,
como quem vê dentro do mar
ou através de um vidro fosco,
mais, no fundo de um espelho,
não o que mostra a imagem
mas aquele que a deforma
inteiro fora de foco.

Olga Savary


En Nós - Danny Marks

Ontem quando não havia amanhã
no tempo que em “hoje” escorria
sombras insones de dias,
não, não era eu quem dormia.

Depois, com sua ajuda,
andando claudicante
com primeiros passos
fui avançando, sempre adiante.

Mundo, mundo, vasto mundo
Que nome tenho?
E agora? José?
Manoel? Lino, talvez?

Não importa mais quem sou
Todos em um, sonho
Um em todos, exemplo
Mundo sem fim
No fim, motivo de tudo
Por fim, juntos, nos justificamos
No instante de nós
Ler...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oficina de Criação Poética


EM TEMPO!

Amigos, em tempo quero contar que estou fazendo a Oficina do Edson Cruz, convido a todos que moram em São Paulo a conferir o conteúdo.

O que é a poesia? Partindo da questão que ele fomentou e instigou vários poetas a responder, o escritor e editor do Portal Musa Rara, Edson Cruz, elaborou uma oficina que tem como centro a criação poética abordada na perspectiva triádica que a fundamenta e a justifica: o poema, a poesia e o poeta.
O curso é formado sobre dois eixos:

1. Características da poesia: do que é feita? (material); Com o que se parece? (aspectos formais); Para que serve? (causa final); Quem a faz? (causa poiética).
• As distinções fundamentais entre a prosa e a poesia.
• As formas fixas na poesia. A estrutura do soneto. A canção. A oralidade.
• Definições para quem gosta delas. O que os poetas dizem sobre o fazer poético.
• Exemplos práticos (análise e construção). Sonetos de Petrarca, Camões, Augusto dos Anjos e Glauco Mattoso.
• A poesia moderna. Temática. A métrica. O Verso branco. O enjambement.
• Análise de alguns poemas emblemáticos (Ferreira Gullar, Drummond, Manuel Bandeira, Augusto de Campos, Fernando Pessoa, João Cabral, Manoel de Barros, Leminski, Borges)
• Haicai: uma homenagem a síntese. O caso Matsuo Bashô.
• A Poesia Concreta e a Internet.
• Função poética e Jakobson.
2. Exercícios e discussões em grupo: a abordagem do módulo é iminentemente prática, mas sem prescindir dos aspectos teóricos. Escrever é antes de mais nada aprender a pensar e a questionar.
• Como analisar um poema. Exemplos e exercícios.
• O soneto como a forma fixa mais tradicional. Exercitar.
• Transformando um texto de jornal em poema.
• Criação de metáforas. O som e o sentido.
• Concisão. O haicai como exercício poético. A renga.
• Composição de poemas a partir de sugestões imagéticas.
• Poema com repetição de uma definição.
• Fazer um poema do sonho alheio.
• A importância do blogue como exercício de criação.
• O mercado editorial: sua lógica e especificidade.
• Dicas para a primeira edição.

Ao final do curso, será publicada uma coletânea dos melhores poemas compostos pelos alunos pela Terracota editora.
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A quem se destina
Escritores, redatores publicitários, jornalistas e blogueiros interessados em saber mais sobre o gênero e trabalhar intensivamente em seus textos.
Vagas disponíveis: 18
Quando: 2 meses, 8 encontros. Início: 15 de setembro de 2012.
Horário: Sábados, das 9h30 às 12h30.
Investimento: 1+2 R$225,00 (boleto, cheque) ou em 6 vezes no cartão.
(desconto para ex-alunos e pagamento à vista).
Onde: Espaço Terracota – Av. Lins de Vasconcelos, 1886 – Vila Mariana.
(saiba como chegar aqui)
Inscrições e Informações: Clique aqui.

SOBRE O CURADOR
EDSON CRUZ (Ilhéus, BA) é poeta, editor e revisor publicitário. Desgraduou-se em Psicologia, Música , Violão e Letras. Foi fundador e editor do site de literatura Cronópios (até meados de 2009) e da revista literária Mnemozine. Fez entrevistas para TV Cronópios e Programa Bitniks com grandes escritores contemporâneos. Lançou em 2007, Sortilégio (poesia), pelo selo Demônio Negro/Annablume; como organizador, O que é poesia?, pela Confraria do Vento/Calibán; em 2010, uma adaptação do épico indiano, Mahâbhârata, pela Paulinas Editora. Em 2011, lançou seu poemário contemplado com Bolsa de Criação da Petrobras Cultural, Sambaqui, pela Crisálida Editora. É editor do site de Literatura e Adjacências, MUSA RARA e do selo MUSA RARA, em parceria com a Terracora Editora. Mantém blogue Sambaquis.

domingo, 16 de setembro de 2012

O que é poesia?




Amigos,

Hoje quero dividir meu contentamento e encanto surpreso com o livro O que é Poesia? e indicar a leitura para vocês.

Primeiro volume da coleção Os Contemporâneos (em parceria com a editora Calibán), este O que é poesia? traz 45 relevantes poetas brasileiros, portugueses e hispano-americanos em atuação respondendo a essa pergunta simples, mas nem de longe simplória. Surgido como uma provocação em seu blog, onde Edson Cruz propunha ainda duas outras perguntas (sobre o que um iniciante deveria perseguir e quais textos e autores lhe eram referenciais), o questionário resultou na seleção deste livro que, além de um calidoscópio reflexivo do fazer poético, revela-se um documento vivo do panorama literário contemporâneo, propiciando, inclusive, alguns raríssimos encontros para uma mesma edição.

Eis os autores nesta edição: Ademir Assunção, Affonso Romano de Sant'Anna, Amador Ribeiro Neto, Ana Elisa Ribeiro, André Vallias, Aníbal Beça, Antonio Cicero, Augusto de Campos, Bárbara Lia, Carlito Azevedo, Carlos Felipe Moisés, Claudio Daniel, Claudio Willer, Eunice Arruda, Fabiano Calixto, Felipe Fortuna, Flávia Rocha, Floriano Martins, Frederico Barbosa, Glauco Mattoso, Horácio Costa, Jair Cortés, João Miguel Henriques, João Rasteiro, Jorge Rivelli, Jorge Tufic, José Kozer, Luis Serguilha, Luiz Roberto Guedes, Marcelo Ariel, Márcio-André, Marcos Siscar, Micheliny Verunschk, Nicolas Behr, Nicolau Saião, Ricardo Aleixo,Ricardo Corona, Ricardo Silvestrin, Rodolfo Häsler, Rodrigo Petrônio, Sebastião Nunes, Tavinho Paes, Victor Paes, Virna Teixeira, Washington Benavides.

http://www.confrariadovento.com/editora/livro21.htm
http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/prod/314398/que-e-poesia,-o.aspx

                                

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Sem Flores ou Encanto



imagem: pintura de Brad Kunkle

Era setembro
Sem flores ou encanto
Desfeita em folhas
Árvore  nua
Solitária régia mulher
Insistia a voz rouca a falar de prantos
Um desespero sem medo
Pois conhecia os verões, varões
Sóis que não aqueciam mais que a efemeridade de um dia
Atravessava ventos e noites
Almejando o fim

Anna Amorim, setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012