sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O impossível nós


Queria a febre, todo prazer da saliva
Poros desnudos
Depois o descanso no teu peito
O cotidiano feito de café com leite
Manutenção da vida segura

Segura minha mão
Vou atravessar sem olhar para os lados
Distraída e inconsciente do meu desejo obscuro
Descansar eterno que me chama

Chama-me
Estou distante e vaga
Inevitável caminho para te encontrar de novo
E perder
E cansar
Até o fim de toda febre
Impossibilidade do descanso
Cotidiano tenso

Nunca mais quero
Vestir-me de teu olhar
Desvestir minha roupa e alma
Entregar-me ao prenuncio do que vira sempre morte

Quero vida segura
De mãos dadas percorrer caminhos plácidos
Pisar na grama
Sem desistir da febre.

Quero o impossível de nós.

Anna Amorim, 31-07/2012

6 comentários:

  1. Olá Anna esse é o grande amor em profusão,que nos completa, muito bom!

    forte abraço

    C@urosa

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  2. Olá Anna,
    Venho trazer-lhe meu abraço e externar desejos de um ótimo final de semana. Hoje, por ter mais tempo, tive oportunidade de ler e apreciar suas maravilhosas postagens, pelas quais lhe dou meus parabéns; escreves divinamente...Fiquei maravilhado, creia-me!
    Aceite meu abraço e beijo afetuoso.

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  3. Devemos perseguir o impossível.
    Pelo caminho, vamos conseguindo viver como gostamos.
    Anna, minha querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.
    (voltando de férias... aos poucos...)

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  4. Procurar o impossível e encontrar o possível:)!
    Excelente poema!
    Bjo

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  5. Olá Anna, minha mais nova amiga.
    Estou de volta agora para lhe dizer que gostaria muito da sua participação no Prosas Poéticas e, portanto, por gostado sobremodo do: "O impossível nós", deu-me desejo de cópia-lo. Se permitires, o farei com muito prazer, basta me dizer...
    Um beijo.

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