sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Primeiro Concurso De Prosas Poéticas


Queridos amigos,

No mês de outubro participei do primeiro 1º Concursos de Prosas Poéticas elaborado por iniciativa do amigo e escritor J.R Viviane. 
Abaixo o poema com o qual tive a honra de configurar desta iniciativa. Para conhecer os demais autores participantes clique no banner acima e conferir minha participação nas fotos abaixo.
Aproveito para agradecer e elogiar João Roberto pelo cuidado e empenho na aproximação e divulgação dos autores neste nosso espaço virtual.
No mês de dezembro o Vendedor de Ilusões estará divulgando o 1º Concurso de Prosas e Contos. Confiram!!!


“Folha Rasgada”

Pensei jogar todas palavras numa folha,
mas todas eram poucas.
Falas, fraturas, falhas, pinturas,
Adorno.
Pensei, depois, rasgar todas as folhas.
Na borda de cada a pele fina rasgada.
Nesta, melhor que todas as letras,
a verdade.
O ar que faz silhueta no rasgo-folha se expressa
melhor que impróprias palavras.
Fazendo a borda estremecer sutilmente...
Sacudo a folha que trepida sua extremidade num
êxtase de medo.
Medo de deixar de ser a razão se sua borda!
Boca fala menos que demanda.
Mando calar-me
e minha mão.
Finalmente que eu rasgue essa folha.
Deixe a malícia de escrever em folhas puras, vorazes. A malícia de ser mulher e querer ter todos os prazeres.
Danar de danar-se
Ser danada
e insinuar-me em cada espaço entre as palavras.
Ah, palavras nunca se ajustam,
mas bem que me servem
na bandeja!
Arqueja arcanjo meu anjo esqueci o seu nome
Está impaciente ou nada entende?
Logo explico, estou escrevendo rasgado sobre a
folha que nunca rasguei!
Sou mulher teimosa.
Amo as palavras apenas na medida que o todo do silêncio é impossível.
* * * * *
Anna Amorim
Direitos Autorais Reservados ®


2 comentários:

  1. Mais uma maravilhosa obra sua que bem te representa ...lindo discorrer ..amei ...parabéns por mais esta bela participação pois no anterior que a colhi e hoje contigo estou com muita honra ...pedra preciosa rara ...Um beijo Pedro Pugliese

    ResponderExcluir
  2. Pedro,

    Este meu poema tem 12 anos. Publiquei ele na época numa participação no livro "Colóquio Freudiano – Teoria e Prática da Psicanálise Freudiana
    em 2001." Hoje trabalharia ele de uma forma diferente, digo, com as palavras, não dizer. O dizer é valido, permanece fora do tempo.
    Obrigada pelo feedback aqui.
    um grande abraço,

    ResponderExcluir