Queridos amigos,
No
mês de outubro participei do primeiro 1º Concursos de Prosas Poéticas
elaborado por iniciativa do amigo e escritor J.R Viviane.
Abaixo o poema com o qual tive a honra de configurar desta iniciativa. Para conhecer os demais autores participantes clique no banner acima e conferir minha participação nas fotos abaixo.
Aproveito
para agradecer e elogiar João Roberto pelo cuidado e empenho na
aproximação e divulgação dos autores neste nosso espaço virtual.
No mês de dezembro o Vendedor de Ilusões estará divulgando o 1º Concurso de Prosas e Contos. Confiram!!!
“Folha
Rasgada”
Pensei
jogar todas palavras numa folha,
mas
todas eram poucas.
Falas,
fraturas, falhas, pinturas,
Adorno.
Pensei,
depois, rasgar todas as folhas.
Na
borda de cada a pele fina rasgada.
Nesta,
melhor que todas as letras,
a
verdade.
O ar
que faz silhueta no rasgo-folha se expressa
melhor
que impróprias palavras.
Fazendo
a borda estremecer sutilmente...
Sacudo
a folha que trepida sua extremidade num
êxtase
de medo.
Medo
de deixar de ser a razão se sua borda!
Boca
fala menos que demanda.
Mando
calar-me
e
minha mão.
Finalmente
que eu rasgue essa folha.
Deixe
a malícia de escrever em folhas puras, vorazes. A malícia de ser mulher e
querer ter todos os prazeres.
Danar
de danar-se
Ser
danada
e
insinuar-me em cada espaço entre as palavras.
Ah,
palavras nunca se ajustam,
mas
bem que me servem
na
bandeja!
Arqueja
arcanjo meu anjo esqueci o seu nome
Está
impaciente ou nada entende?
Logo
explico, estou escrevendo rasgado sobre a
folha
que nunca rasguei!
Sou
mulher teimosa.
Amo as
palavras apenas na medida que o todo do silêncio é impossível.
* * * * *
Anna Amorim



Mais uma maravilhosa obra sua que bem te representa ...lindo discorrer ..amei ...parabéns por mais esta bela participação pois no anterior que a colhi e hoje contigo estou com muita honra ...pedra preciosa rara ...Um beijo Pedro Pugliese
ResponderExcluirPedro,
ResponderExcluirEste meu poema tem 12 anos. Publiquei ele na época numa participação no livro "Colóquio Freudiano – Teoria e Prática da Psicanálise Freudiana
em 2001." Hoje trabalharia ele de uma forma diferente, digo, com as palavras, não dizer. O dizer é valido, permanece fora do tempo.
Obrigada pelo feedback aqui.
um grande abraço,