sábado, 24 de novembro de 2012

Soberanias





O tempo conta tudo perece
Não há prece, crença ou jura que desfaça essa realidade

Olho para cima
Vejo
O soberano
Manchado de cinza seu azul insiste em dizer algo
Tento ouvir em vão
O tempo ao falar  a verdade ensurdeceu-me

O tempo calou-me

No silêncio das horas
A solidão diz do fim do dia
Do amor
Da vida
Durmo o sonho
da morte
antecipada.

Anna Amorim

12 comentários:

  1. O tempo tudo cura e tudo resolve, dizia a minha mãe
    Parece-me existir muito desânimo.
    Cada dia a sua conta e cada dia mais uma virada da folha da vida. Não adianta carregarmos uma bagagem cheia de pesos inúteis.
    Libertemo-nos enquanto a vida nos dá essa chance de viver e vivamos como quem sabe e quem quer sonhar e amar. Depois não sabemos o futuro...

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    1. Luís,
      Concordo com tua mãe, há uma outra soberania do tempo que é esta que ela sabiamente nomeou.
      Grata pelo feedback reflexivo aqui no PALAVRA DE MULHER.

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  2. O tempo não nos deve calar...
    Magnífico poema, gostei muito.
    Anna, querida amiga, tem um bom fim de semana.
    Beijo.

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    1. Contra as soberanias do tempo, a palavra, a poesia que não cala.
      Grata pela visita e pelo compartilhar.
      Uma ótima semana pra ti
      Beijos

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  3. Mas o tempo também dá a volta e também se renova...!

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    1. Isa,
      Outra soberania do tempo!!!Ainda bem, não?:)
      Sempre bom ler tuas impressões aqui.
      Beijos e ótima semana

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  4. Lindo ANNA ...UFÁ !!! Muito Lindo,,,Um beijo Pedro Pugliese

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    1. Pedro,
      O tempo é um tema recorrente em minhas escrita. Convido vc a ler "Kairós", no Escritores na Oficina
      Fico feliz que tenha apreciado este e esteja aqui compartilhando tua impressão.
      Beijos,

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  5. Diante do desânimo, a reflexão sobre a passagem do tempo. Porém, longe dessa preocupação em decifrar o conteúdo, é perceber o que você faz com as palavras, dando-lhe um sentido o poético ao drama do tempo.
    beijoss,

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    1. Poxa que comentário pertinente. Poesia a arte de pintar um quadro com frases, fazer escultura com a barro-berro-palavras, retrato dos viver em linguagem. Grata.
      Beijos,

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  6. Excelente poema, muito bem escrito. Estou admirado com sua verve poética!

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  7. Marco Rocca,
    Fico contente que tenha gostado de mais este meu trabalho.
    Grata pela espontaneidade e alegria que deixou acá.

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