quarta-feira, 24 de julho de 2013

Realidades II


As lágrimas secaram no rosto. Abriu a torneira e a água ajudou a se restabelecer,   sua tez atordoada cobriu de pó. Tudo ao pó volta, rápido pensou. Tinha um intuito: despistar dos dias o ar sombrio que encerrava por dentro. Despistar os olhares da sua dor. 

6 comentários:

  1. A dor que nem sempre quer sair.Parabéns.

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    1. Arnoldo,
      Não pode sempre, há o momento com cuidado, com as pessoas que saberão acolher, isso na melhor nas hipóteses. Algumas pessoas já não encontram com quem chorar, desaprenderam a chorar ou mais grave já não se permitem.
      Grata.

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  2. Às vezes, a dor se incrusta de tal forma que não há água que apague, mas sempre se encontra um jeito de disfarçá-la, de escondê-la, é o que supomos.
    beijos, Anna

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    1. Caro poeta,
      Sempre uma observação pertinente!
      Aqui apenas deixo algumas divagações com a pretensão de serem poéticas.
      Beijos,

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  3. [as águas salgadas do rosto

    que nunca se saberá se voltarão para algum mar...]

    Um abraço, Anna

    Lb

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    1. Leonardo B.
      Acredito que nunca voltam totalmente, nos assalta e salga, mas noutras vezes o mar é em nós arrebatamento!

      Grata pelo comentário poético.

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