As lágrimas secaram no rosto. Abriu a torneira e a água ajudou
a se restabelecer, sua tez atordoada cobriu de pó. Tudo ao pó
volta, rápido pensou. Tinha um intuito: despistar dos dias o ar sombrio que
encerrava por dentro. Despistar os olhares da sua dor.
A dor que nem sempre quer sair.Parabéns.
ResponderExcluirArnoldo,
ExcluirNão pode sempre, há o momento com cuidado, com as pessoas que saberão acolher, isso na melhor nas hipóteses. Algumas pessoas já não encontram com quem chorar, desaprenderam a chorar ou mais grave já não se permitem.
Grata.
Às vezes, a dor se incrusta de tal forma que não há água que apague, mas sempre se encontra um jeito de disfarçá-la, de escondê-la, é o que supomos.
ResponderExcluirbeijos, Anna
Caro poeta,
ExcluirSempre uma observação pertinente!
Aqui apenas deixo algumas divagações com a pretensão de serem poéticas.
Beijos,
ResponderExcluir[as águas salgadas do rosto
que nunca se saberá se voltarão para algum mar...]
Um abraço, Anna
Lb
Leonardo B.
ExcluirAcredito que nunca voltam totalmente, nos assalta e salga, mas noutras vezes o mar é em nós arrebatamento!
Grata pelo comentário poético.