Dentro de mim repousa outra vida,
minha verdade,
existindo num outro tempo
E ainda que tenha olhos é minha memória que vejo
Vivo a vida ausente, na lacuna
nas letras mortas.
O presente é triste, neste sou sombra
O futuro é fantasma da vida que deveria viver
Porque nasci tardiamente
E hoje visito o nascimento que se tornou lento, quente...
Sua ausência é deserto d´ alma
Minha escrita fértil
Meus sonhos letras
Minha memória furta-me do presente,
dela vivo
lembrar-te
ausente.
Anna Amorim, 2000
Belissima poesia, Anna,
ResponderExcluirAs armadilhas da memória que ora nos salva e nos acalenta, ora nos tortura e nos lança no vazio. Ainda assim, construimos nossa realidade à partir do passado, no presente que nos dá futuro.
Beijos meus, Amada