quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vida ausente

Dentro de mim repousa outra vida,
minha verdade,
existindo num outro tempo

E ainda que tenha olhos é minha memória que vejo 

Vivo a vida ausente, na lacuna
nas letras mortas.
O presente é triste, neste sou sombra
O futuro é  fantasma da vida que deveria viver

Porque nasci tardiamente
E hoje visito o nascimento que se tornou lento, quente...

Sua ausência é deserto d´ alma
Minha escrita fértil
Meus sonhos letras
Minha memória furta-me do presente,
dela vivo
lembrar-te

ausente.

Anna Amorim, 2000


Um comentário:

  1. Belissima poesia, Anna,

    As armadilhas da memória que ora nos salva e nos acalenta, ora nos tortura e nos lança no vazio. Ainda assim, construimos nossa realidade à partir do passado, no presente que nos dá futuro.

    Beijos meus, Amada

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