entre afazeres aturdida
sem acolher a palavra
sem lágrimas
sem sal
exausta de enxugar
meus suores e teus medos
sentada no vivido
dormindo sobre o pó dos dias
inconsciente
agora apenas as partes externas
as ruas
a acompanhar meus passos cansados
o movimento do corpo
agitar dolorido
tanto tempo sem sentir
esqueci
face e verso
sem rosto e palavra sigo.
Anna Amorim, 25/05/2013
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Aqui a poesia é sempre um sortilégio. A palavra, ainda que sem tempo para acolhida, sempre se oferece ao seu regaço, com ou sem tempo. E sei que ela é sempre bem-vinda.
ResponderExcluirbeijo, Anna!