Quando nos perdemos?
Entre o sonho desejado e nunca vivido, entre a agonia de um novo amanhecer que traz o tédio do que se repete sempre. Perdemos-nos entre lençóis, temas, delicias reservada aos amantes.
Agora perdemos tudo.
A sorte habita o mundo de quem acredita. Na alma de toda gente que anda contente, e não, não pessoas como nós. Nunca mais, nós. Sempre adeus.
Deus eu pedi um dia, quando criança, uma verdade feita de amor e prece. E toda oração se desfez na dureza daquele cotidiano de tormentas sem nome.
Andei assim, nomeando sentimentos, fugindo de lamentos e no entanto sem poder amar. Até que um dia, no meio de tantos nós do passado quis construir a nós, Amor. Lembra? Da primeira vez, do primeiro olhar, do primeiro beijo?
Lembra de tudo que nunca foi jurado, mas desejado?
Sem grandes expectativas foi assim, construindo um elo. Mas eu gasto palavras e você verdades, e os dois, ambas as coisas. Tudo pra quê?
Para fugir do fim.
Eu andava nua pela casa, teu maior desejo, e nós fomos felizes assim. Entre espasmos de gozo, espaços de tempo, saudade e encontros.
Sinto saudades de tudo que formos e não pudemos ser.
Um dia gritos foram ouvidos e almas espalhadas pelo chão frio.
Almas do passado que nunca repousam.
E nossos corpos foram separados por mais que um breve espaço de tempo, para sempre.
Eu mantive minha promessa, até o fim.














