
O que seria um casal perfeito? Ou ainda, existe o casal perfeito?
No filme Juno, ganhador do Oscar de melhor roteiro original em 2007, acompanhamos uma adolescente às voltas, em busca de um casal que poderá ficar com seu bebê, fruto de uma gravidez não planejada. Juno descobre nos anúncios de um jornal o casal “perfeito”. Não para ela, é claro, que na visita ao casal desconfia da casa clean, da simetria obsessiva dos objetos dispostos e tem um olhar crítico para as fotos do casal expostas ao longo da escada, sempre com o mesmo fundo, mudando apenas os sorrisos e levemente as posturas por meio da disposição dos abraços. A jovem vai “bisbilhotar” o banheiro e ao sair descobre um quarto que destoa da casa. O quarto “cedido” ao marido para que ele guarde algumas de suas coisas que destoam com o restante do ambiente e que representam sonhos abandonados que não cabem na relação do casal. Começamos a descobrir com Juno que ali não há mais um casal.
Um casal deixa de existir quando um abre mão de parte de si, quando um não acompanha o outro, em seus sonhos e até mesmo devaneios. Um casal deixa de existir quando não há mais um projeto em comum.
No filme Juno, ganhador do Oscar de melhor roteiro original em 2007, acompanhamos uma adolescente às voltas, em busca de um casal que poderá ficar com seu bebê, fruto de uma gravidez não planejada. Juno descobre nos anúncios de um jornal o casal “perfeito”. Não para ela, é claro, que na visita ao casal desconfia da casa clean, da simetria obsessiva dos objetos dispostos e tem um olhar crítico para as fotos do casal expostas ao longo da escada, sempre com o mesmo fundo, mudando apenas os sorrisos e levemente as posturas por meio da disposição dos abraços. A jovem vai “bisbilhotar” o banheiro e ao sair descobre um quarto que destoa da casa. O quarto “cedido” ao marido para que ele guarde algumas de suas coisas que destoam com o restante do ambiente e que representam sonhos abandonados que não cabem na relação do casal. Começamos a descobrir com Juno que ali não há mais um casal.
Um casal deixa de existir quando um abre mão de parte de si, quando um não acompanha o outro, em seus sonhos e até mesmo devaneios. Um casal deixa de existir quando não há mais um projeto em comum.
O que forma um casal?
Admiração, respeito, afinidades e desejo. A ordem não importa, mas são ingredientes essenciais. Sem desejo seria amizade sem os resquícios do fulgor da paixão, que houve um dia e é importante para a durabilidade da relação. Sem admiração, trata-se de um casal de amigos que optam em manter as aparências pelos mais diversos motivos. Sem algumas afinidades não há possibilidade da troca mínima necessária e no limite não há possibilidade de compreensão. Sem ternura, não há relação, mas dor, ressentimento, falta de cuidado.
Mas é necessário ainda mais, é necessário respeito pelas diferenças e pela individualidade. Quando a compreensão de todo não é possível entre um casal devido a diferenças próprias entre os sexos faz-se suficiente apenas aceitar a diferença. A aceitação mútua das diferenças possibilita a convivência.
Quando jovens, tendemos supervalorizamos fazer tudo juntos, porque tendemos a ser mais inseguros. Na maturidade, não sentimos mais a necessidade de compartilhar todos os espaços, ao contrário, queremos um espaço reservado para nós. O respeito à individualidade se faz premente.
Concluindo
Afinidades são bem-vindas, um projeto de vida em comum é fundamental, respeito, essencial e, parafraseando Roberto Freire, “sem tesão não há solução”.
Parece difícil? Quem disse que a vida é fácil? E se relacionar dá trabalho sim. Mas traz inúmeras recompensas.
Na contemporaneidade, quando a descartabilidade nas relações se intensifica, o culto ao individualismo se acentua, e vem seguido da conseqüente falta de ética nas relações humanas, o amor parece na contra-mão, como um movimento anticultural.Mas se é esse modelo que desejas, busque, siga em frente.
Sabemos que se muitos ainda buscam um relacionamento, não é por acaso ou romantismo exacerbado. A combinação amor e sexo é atraente ao humano, por unir os afagos do corpo àquele que eu sou ao acordar na manhã seguinte e nos dias vindouros!
Desejo que 2010 cada um consiga transformar sonhos em realidade através do instrumento que torna tal façanha possível: o seu desejo.
Admiração, respeito, afinidades e desejo. A ordem não importa, mas são ingredientes essenciais. Sem desejo seria amizade sem os resquícios do fulgor da paixão, que houve um dia e é importante para a durabilidade da relação. Sem admiração, trata-se de um casal de amigos que optam em manter as aparências pelos mais diversos motivos. Sem algumas afinidades não há possibilidade da troca mínima necessária e no limite não há possibilidade de compreensão. Sem ternura, não há relação, mas dor, ressentimento, falta de cuidado.
Mas é necessário ainda mais, é necessário respeito pelas diferenças e pela individualidade. Quando a compreensão de todo não é possível entre um casal devido a diferenças próprias entre os sexos faz-se suficiente apenas aceitar a diferença. A aceitação mútua das diferenças possibilita a convivência.
Quando jovens, tendemos supervalorizamos fazer tudo juntos, porque tendemos a ser mais inseguros. Na maturidade, não sentimos mais a necessidade de compartilhar todos os espaços, ao contrário, queremos um espaço reservado para nós. O respeito à individualidade se faz premente.
Concluindo
Afinidades são bem-vindas, um projeto de vida em comum é fundamental, respeito, essencial e, parafraseando Roberto Freire, “sem tesão não há solução”.
Parece difícil? Quem disse que a vida é fácil? E se relacionar dá trabalho sim. Mas traz inúmeras recompensas.
Na contemporaneidade, quando a descartabilidade nas relações se intensifica, o culto ao individualismo se acentua, e vem seguido da conseqüente falta de ética nas relações humanas, o amor parece na contra-mão, como um movimento anticultural.Mas se é esse modelo que desejas, busque, siga em frente.
Sabemos que se muitos ainda buscam um relacionamento, não é por acaso ou romantismo exacerbado. A combinação amor e sexo é atraente ao humano, por unir os afagos do corpo àquele que eu sou ao acordar na manhã seguinte e nos dias vindouros!
Desejo que 2010 cada um consiga transformar sonhos em realidade através do instrumento que torna tal façanha possível: o seu desejo.
Anna Amorim, 2009






.jpg)











